Conheça nossos Fotógrafos-cegos
MANOEL PEÇANHA
Radialista profissional, formado em Comunicação, Manoel Peçanha tem um programa próprio na Rádio Espírito Santo e duas pós-graduações. É cego de nascença, presidente do Instituto Luis Braille do Espírito Santo, casado e pai de uma moça e duas meninas. É cantor tenor na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos, protagonista do filme Pai-fotógrafo e aluno da E.F.C. Manoel tem uma relação especial com o fato de estar fotografando, pois representa uma homenagem ao seu pai fotógrafo.
CINTHYA DE OLIVEIRA
Formada em Psicologia na Universidade Federal do Espírito Santo e cega de nascença, Cinthya gosta de dirigir motos e pular de paraquedas. Moça de humor sagaz, é também atriz do espetáculo "Quando Acordar a Cidade" do projeto Cena Diversa. A partir da participação "no Cena" Cinthya sentiu-se estimulada a cursar uma escola profissionalizante e em 2025 formou-se na FAFI (Faculdade Técnica de Teatro, Canto e Música). Participando ativamente do cinema capixaba, uma de suas paixões revela-se na Fotografia: Cinthya fotografa o seu set de filmagem e as pessoas que nele habitam. Cinthya participou também do projeto de Videografias Contemporâneas da SOCA Brasil "Nada Me Falta". O cenário escolhido para o seu vídeo foi uma montanha russa.
GEOVANA SANTOS
Formanda em Pedagogia na Universidade Federal do Espírito Santo, cega de nascença, Geovana é mãe, filha de Dona Rhay e mulher de vivacidade ímpar. Ama dançar, cantar e conversar, além da cor pink, "mas aquele pink bem pink mesmo". Apaixonada por gente, Geo desenvolveu um dispositivo fotográfico onde ela vai para uma rua cheia de bares e posiciona a câmera. Chama alguém, conversa, conhece, faz a pessoa rir, relaxar, toca seu rosto e vai clicando. Consequência disso são os big closes que ela produz, acabando por encontrar um estilo próprio de fotografar. Geovana também é cantora na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos, naipe contralto, e participou do projeto de Videografias Contemporâneas "Nada Me Falta". No seu vídeo "Os Dedos de Mama", ela descobre a 9o Sinfonia de Bethoven após uma das participantes surdas mimetizar os movimentos dos dedos no piano, usando como teclado a sua pele.
SAYONARA REIS
Atriz e cantora, compõe o elenco do espetáculo "Quando Acordar a Cidade", do projeto Cena Diversa e o naipe das contraltos da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos. Sayonara ficou cega quando jovem. aos 14 anos. Gosta de passear, tomar banho de mar e de cachoeira. Além de filmar e fotografar seus passeios, geralmente acompanhada por amigas ou pela enteada, Sayonara homenageia seu pai e sua mãe falecidos, com imagens clicadas por ela na exposição "Aqui Eu Habitei".
ANTÔNIO FADINI
Cego de nascença, ator, músico e exímio contador de histórias, compõe o elenco do espetáculo "Quando Acordar a Cidade". Domina a escrita da música em Braille; é cantor e ator da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos. Na fotografia, Antônio gosta de fotografar a si e a seu ambiente cotidiano, em uma espécie de diário fotográfico. Nas aulas na Escola de Fotógrafo Cegos acabou tornando-se um modelo privilegiado com o personagem Chapeleiro Maluco no módulo "Era Uma Vez", presença marcante nas exposições "Aqui Eu Habitei" e "Quando Fecho os Olhos Vejo Mais Perto".
JARLISON GARDIMAN
Ator no Cena Diversa, compõe o elenco do espetáculo "Quando Acordar a Cidade", Jarlison também é cego de nascença. Apaixonado por fotografia, fissurado pela barulho que a câmera faz ao clicar, Jarlison tem um jeito particular de segurar a máquina, que acaba privilegiando as diagonais. Seu objeto privilegiado nas saídas fotográficas são a família, composta de muitos tios, primos, avô, avó, e principalmente os sobrinhos. E também o bairro, com seus múltiplos personagens. Gardiman produziu também um acervo de imagens da orla de Cariacica, município onde vive.
KÉLLEZY BARBOSA PEREIRA
Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo e Youtuber, ficou cega quando jovem. Kelezy hoje vive em São Paulo e é consultora em acessibilidade.
MAICON ALVES MACHADO
Com formação em Informática pelo SENAC, Maicon é cego de nascença. É cantor na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos, no naipe dos baixos. Apaixonado por estórias do mar, escolheu como dispositivo final do primeiro ciclo formativo na EFC, fotografar o dia a dia de um pescador. Maycon é noivo da atriz Scarllet Lemes.
ELIAS BARCELLOS
Profissional da área de Informática, ficou cego na adolescência. Cantor no naipe dos Tenores na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos, Elias Barcellos realizou ensaios fotográficos que exploram a memória, com cartas e fotos que permeiam relações de afeto do passado, além de montagem com objetos domésticos - que entraram na curadoria de "Aqui Eu Habitei" e "Fecho os Olhos Vejo Mais Perto".
MARIA TRANCOSO
Maria é dona de casa e esposa dedicada, ficou cega já adulta. Cantora soprano na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos, participou também do projeto de videografias contemporâneas "Nada Me Falta". É uma das autoras das exposições "Quando Fecho os Olhos Vejo Mais Perto" e "Aqui Eu Habitei".
EUSILANE LOPES
Zih, como a chamamos, ficou cega depois de adulta. É cantora do naipe das mezzo-soprano na Orquestra Brasileira de Cantores Cegos. Iniciou os estudos na Escola de Fotógrafos Cegos em 2024 e participou da exposição "Aqui Eu Habitei" com uma foto-montagem de sua infância. Eusilane também é uma das artistas da mostra de videografias contemporâneas "Nada Me Falta".
JONATAS SOBRAL
Participou das oficinas de Teatro e Canto do projeto Cena Diversa. Ficou cego quando jovem. Percursionista de talento, Jonatas participou do dispositivo "A Feira" junto à Manoel Peçanha. Com uma câmera acoplada em um capacete, os dois fotógrafos cegos, acompanhados por Fagner Soares, adentram os corredores de uma feira de rua, batucando e trovejando, enquanto filmam o cenário e transeuntes. Apaixonado por futebol, Jonatas escolheu um campo de futebol de bairro para fotografar. Trabalhou como fotógrafo registrando os ensaios da Orquestra Brasileira de Cantores Cegos.